PLANO DE ACTIVIDADES PARA 2008

 

I – Nota Introdutória

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Contexto Externo

 

2

 

Contexto Interno

 

2

 

Identificação dos principais destinatários dos serviços prestados

 

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Processo de elaboração do Plano de Actividades

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II – Objectivos e Estratégias

 

 

Objectivo Geral do Albergue Nocturno

 

4

 

Linhas de orientação estratégica

 

4

 

Objectivos estratégicos

 

5

 

Acções a Implementar

 

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I – NOTA INTRODUTÓRIA

CONTEXTO EXTERNO

O ambiente externo operacional em que o Albergue Nocturno se insere condiciona o desenvolvimento das actividades a desenvolver visto que a realização destas depende essencialmente:

Ä das parcerias informais com os diversos sectores do Serviço Social  na   cidade  Lisboa nomeadamente:

 Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
ET – Equipa de Tratamento
CRAS – Centro Regional de Alcoologia Sul
CDP – Centro de Diagnóstico Pneumonológico
UNIVA - Unidades de Inserção na Vida Activa
Centro de Saúde Local
 Hospitais
 Entidades hospitalares psiquiátricas
Câmara Municipal de Lisboa
Lares da 3ª Idade (região de Lisboa)
Centros de Dia para a 3ª Idade (região de Lisboa)
CASL (Centro de Apoio Social de Lisboa);

Ä do acordo de cooperação da Segurança Social;

Ä dos donativos, em géneros, do Banco Alimentar;

Ä dos donativos, monetários e em géneros, de entidades particulares;

Ä da participação gratuita de associações e grupos culturais.

CONTEXTO INTERNO

Edifício nº 10

A Associação dos Albergues Nocturnos de Lisboa pretende continuar a posicionar-se como entidade fundamental na prestação de serviços à população sem abrigo da cidade de Lisboa.

 

Pretende também, para além do tradicional alojamento, alimentação e apoio à população sem abrigo da cidade de Lisboa, diversificar os serviços prestados nomeadamente através da criação de actividades que permitam a ocupação daquela população durante o dia.

Algumas experiências pontuais desenvolvidas em 2007, com excelentes resultados, nomeadamente o trabalho desenvolvido com os utentes por um animador sociocultural, permitem verificar que é esse o caminho a seguir desde que, face à gratuitidade dos serviços prestados, o financiamento dessas actividades por parte das entidades competentes se encontre assegurado.

Dado o facto de esta Associação dispor de espaço físico disponível encontra-se em fase de estudo o desenvolvimento de um serviço de apoio e acompanhamento a famílias desalojadas, monoparentais, imigrantes, deportadas com alojamento, alimentação e apoio técnico, com a cooperação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ou de outras entidades interessadas e/ou também em alternativa, apartamentos terapêuticos com o objectivo da reinserção sócio-laboral.

Edifício nº 8

Relativamente ao Projecto “D. Luís I” e dado o facto de a Segurança Social ter contactado esta Associação no sentido da revisão do actual protocolo de acordo, coloca-se a hipótese daquele ser alargado para a valência a desenvolver neste edifício.  

IDENTIFICAÇÃO DOS DESTINATÁRIOS DOS SERVIÇOS PRESTADOS

De uma forma genérica a população utente da Associação é uma população carenciada de tecto, família, trabalho e projectos de vida.

Os utentes deste Albergue Nocturno caracterizam-se por baixos níveis de escolaridade, falta de regras de saúde e higiene e condições de saúde precárias e apresentam como principais problemáticas o alcoolismo, a toxicodependência, doenças do foro psiquiátrico, desemprego de longa duração, ausência de rede familiar, delinquência entre outros.

São pessoas profundamente marcadas pelo isolamento e fortemente estigmatizados em termos sociais.

 

Apesar da nacionalidade dos utentes ser maioritariamente portuguesa e africana é já comum a presença de portugueses deportados e de utentes dos países de Leste.

PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PLANO DE ACTIVIDADES

Na elaboração deste Plano de Actividades mantiveram-se como pressupostos os resultados da reflexão sobre o objectivo da Associação bem como as linhas estratégicas que anteriormente foram consideradas adequadas à sua concretização.

A metodologia adoptada na concepção do Plano de Actividades para 2008 procurou ter em consideração todos os recursos e condicionalismos existentes para o desenvolvimento das actividades previstas para 2008.

II – OBJECTIVOS E ESTRATÉGIAS

 

OBJECTIVO GERAL DO ALBERGUE NOCTURNO

Optimizar a qualidade dos serviços prestados através da melhoria das áreas de intervenção e da imagem da Associação, com equilíbrio da sua estrutura financeira.

 LINHAS DE ORIENTAÇÃO ESTRATÉGICA

Para prossecução do objectivo geral elegeram-se como principais linhas estratégicas:

  • Incrementar o trabalho em rede para as actividades existentes;
  • Alargar o âmbito das actividades existentes;
  • Promover a divulgação da Associação, nomeadamente através do seu site;
  • Contribuir para a aplicação criteriosa dos recursos financeiros;
  • Prosseguir padrões de qualidade no alojamento, alimentação e apoio técnico da população sem abrigo da cidade de Lisboa.

Estas linhas de orientação estratégica representam as grandes preocupações da Direcção da Associação, no sentido de melhorar as respostas existentes e, se tiver condições para isso, promover a criação de novas actividades e valências complementares ou não, para rentabilização do espaço físico de que dispõe.  

 

OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS

  • A Associação dos Albergues Nocturnos de Lisboa preenche uma lacuna em termos de resposta social, contribuindo para colmatar a necessidade de assistência a uma população sem-abrigo da cidade de Lisboa, permitindo aos utentes o acesso a uma equipa técnica que os ajuda a encontrar um Projecto de vida, proporcionando-lhes a motivação necessária para o desenvolvimento e transformação pessoal, tentando a integração psicosocial, educacional e, em alguns casos, profissional, restabelecendo, quando possível, as relações sócio-familiares.

 

  • A Associação vai dar continuidade em 2008 à intervenção social utilizada, que se configura a mais adequada ao tipo de população utente, designada por “Intervenção em Rede”, com a Associação a agir nas interacções dos indivíduos albergados e nas parcerias que apresentam capacidade de apoio para a sua sobrevivência, desenvolvimento e dignificação humana.
  • Pretende a Associação com este projecto desenvolver estratégias e actividades promotoras quer de competências sociais assertivas e relacionais quer de valorização da auto-estima e encaminhamento social no sentido da realização do projecto de vida acompanhado e participado. 

 

  • Assim, para 2008 a Associação continuará a privilegiar a prossecução da sua missão de acordo com os seus objectivos geral e específicos e linhas de orientação estratégica.
  • Apesar de não se ter conseguido ainda rentabilizar os espaços desocupados da Associação e obter dessa forma receitas extras que possibilitem a sua exploração em melhores condições, irá manter-se a procura de soluções para ocupação daqueles espaços, com recurso a entidades privadas ou outras.

 

  • Durante o ano de 2008 a Associação vai também dar continuidade à beneficiação dos espaços do edifício.

 

Efectivamente, atendendo à idade dos edifícios e dos equipamentos impõe-se uma manutenção regular. No entanto, como tem sido referido em planos de actividades anteriores, estas obras de conservação representam um esforço financeiro muito elevado para os recursos da Associação pelo que se tem procedido ao faseamento dos trabalhos.

  • O património do Paço do Lumiar continuará a merecer toda a atenção no sentido da sua reavaliação e rentabilização, de modo a proporcionar à Associação os recursos necessários à sua exploração. 

 

ACÇÕES A IMPLEMENTAR

Durante o ano de 2008 a Associação pretende:

  • Envolvimento dos utentes em actividades;
  • Análise e acompanhamento da envolvente externa com vista ao aproveitamento das oportunidades de melhoria e ampliação das respostas existentes;
  • Reforço e ampliação das parcerias;
  • Dinamização da divulgação da Associação;
  • Melhoria da qualidade do seu desempenho;
  • Promoção do apoio financeiro das entidades públicas, nomeadamente o Instituto de Segurança Social, IP quer através da actualização do actual acordo de cooperação quer através da criação de outros; 
  • Sustentabilidade da estrutura financeira;
  • Dinamização dos seus recursos humanos.

 

Iniciamos, no ano transacto, uma série de acções que pretendemos manter para o ano de 2008. Por isso, continuaremos a apostar no trabalho desenvolvido pelo animador sociocultural .  Assim, temos previsto:

  • Aprofundar o “encontro com a palavra”, através da iniciativa do jornal de parede “Comunidade”;
  • A expressão plástica é um caminho, delicioso e fundamental, para a sociabilização, para o relacionamento, e ajuda a cativar (a criar laços). Esta iniciativa e aposta continuam a ocupar o nosso plano de acção e, este ano, iremos tentar introduzir a escultura, através do barro;

 

 

  • A arte, como diz Constantin Bracusi, deve unir e não dividir, preencher e não criar vazios e, por isso, tudo faremos para preencher os vazios dos nossos utentes, trazendo arte até ao nosso Albergue. E, tal como no ano passado foi possível através de um gesto, já pouco comum, de gratuitidade e solidariedade por parte da Companhia de Teatro do Objecto, de Almada, que nos veio apresentar a peça de teatro “Tudo ao Troncário”, este ano iremos continuar a efectuar todas as diligências possíveis e imaginárias para que estes ou outros, nos presenteiem com a sua arte, o seu saber e a sua generosidade. 

 

Temos também previsto duas celebrações:

  • A Festa de Natal com jantar e ceia e actividades de lazer;
  • O dia do Fundador, no dia 31 de Outubro, dia de D. Luís I. Como já ocorreu, em 2007, far-se-á a apresentação de uma exposição com os trabalhos desenvolvidos pelos utentes ao longo do ano, que servirá para recordar o rei D. Luís I.

 

A concretização dos objectivos enunciados ao longo deste Plano de Actividades envolverá toda a Associação no sentido da rentabilização das medidas a tomar para a prossecução dos objectivos global e estratégicos.

Aliado aos objectivos e às medidas a implementar para a sua realização, promover-se-á a eficiência da gestão com a articulação entre os factores e as medidas de desempenho:

Factores

1

Medidas

Pessoas

 

Qualidade (Q)

Processos

2

Produtividade (P)

Sistemas

 

Economicidade (E)

 
A optimização daqueles factores e medidas conduzirá à concretização do objectivo geral:

  • Qualidade do Serviço Prestado
  • Imagem da Instituição
  • Equilíbrio Financeiro

Lisboa, em 19 de Novembro de 2007